A banda desenhada- história de uma descoberta
Nos primeiros anos da década de setenta, qual Obélix magrinho e curioso, mergulhei no caldeirão da mais fantástica das cavernas de AliBabá das histórias de aventuras: o da banda desenhada franco-belga.
Já conhecia historietas de revistas em quadradinhos e de “cóbois” que se editavam por via da Agência Portuguesa de Revistas, vendidas em quiosques por todo o lado. Condor, Mundo de Aventuras, FBI, Major Alvega, Falcão e outos Condor popular, com historietas curtas de Luís Euripo, do agente Corrigan ou até da misteriosa Mamselle X e outros do Coração de Julieta, de Stan Drake, no suplemento de Domingo do jornal Primeiro de Janeiro publicado no Porto.


O Suplemento de Domingo do PJ. era um verdadeiro suplemento cultural ,
onde a par de assuntos de cultura geral, assinados por nomes estrangeiros, apareciam os desenhos coloridos a de O Reizinho, de O. Soglow e do Príncipe Valente, de Hal Foster, numa retoma da saga desenhada nos anos 30 a 70 . Para além dos cartoons do Sr. Calisto e os relatos do Corisco de Walt Disney. Nos primeiros anos de 70, a par da música rock, passada na rádio e mostrada em imagens de revista, descobri as páginas coloridas do Tintin. Português e também o original de marca belga que se vendia a 14$00, depois a 15$00 e pouco tempo depois, numa inflação a galope, a 22$50. O exemplar português, ficava por uns mais confortáveis 7$50.
Em 1972, o Tintin belga, começou a publicar a Encyclopédie Mondiale de la Bande dessinée, com verbetes assinados por Pierre Couperie, Henri Filippini e Claude Moliterni, todos eles grandes divulgadores dos desenhos que contam histórias em quadradinhos, em duas páginas semanais.


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